Um tubarão chamado Barbara Corcoran.

barbara
Jamais se atreva a subestimar o poder de seus próprios instintos.

Foi sem grandes pretensões de empreender um negócio grande, que a jovem Barbara tentou sobreviver fazendo o que sabia de melhor: vender.

Após se decepcionar em inúmeros empregos, tomou mil dólares emprestados com o namorado e lançou-se como corretora imobiliária em 1973. Ouviu de seu sócio, o então namorado, que nunca alcançaria o sucesso sem ele.

Transformando o insulto em impulso, foi adiante.

Claro que me magoei. Mas graças a Deus que ele me insultou, porque eu não teria construído um enorme negócio sem isso. Isso me fez tentar tudo e mais alguma coisa, porque eu não podia dar a ele a satisfação em me ver falhar. Meu melhor conselho foi um insulto.

Antes da empreitada, Barbara estava infeliz com a vida profissional:  “em nenhum dos meus empregos tive a oportunidade de trabalhar para um líder de verdade. Nunca gostei de receber apenas ordens. Sempre quis mais.” Conta a empresária.

Da convivência com sua mãe e seus dez irmãos em um imóvel de dois quartos em Nova Jersey, vieram as inusitadas lições de como gerir e manter tudo sob controle.

Sua mãe, dona de casa, era especialista na arte de nutrir os talentos individuais de cada filho. Não era uma pessoa de negócios, mas sabia como ninguém administrar a logística de uma casa em condições caóticas. Sabia converter problemas em soluções.

Aos fins de semana, ela e os irmãos eram expulsos da cama às sete e meia da manhã sob a voz de comando materno: “Façam algo para vocês mesmos ou estarão desperdiçando o dia”. Foi dela que vieram seus exemplos. Lições de família que, somados à sua experiência pessoal e profissional, a fizeram entender o mundo dos negócios sob uma ótica mais prática.

 Se o sofá estiver rasgado, cubra-o com risadas! Limpe os cantos da casa e a casa inteira parecerá limpa! Se você quer ser notada, escreva seu nome em algum muro!

Mas o que isso tem a ver com gestão?
Tudo.

A empresária, sempre com muito humor, narra como essas lições intuitivas a fizeram se manter firme em seus propósitos. A menina humilde, de currículo escolar mediano e sem quaisquer práticas administrativas, conta como venceu as dificuldades, aprendeu a tomar decisões,  aprendeu a se relacionar com funcionários e clientes. A autora também narra o embaraço de superar a traição afetiva de seu namorado e sócio com sua secretária.

Bárbara passou de corretora independente de aluguéis à magnata do ramo imobiliário. Transformou 1.000 dólares em 66 milhões em 2001, quando vendeu seu negócio para a NRT Incorporated. Tornou-se uma das pessoas mais influentes no mundo dos negócios e figura proeminente de Nova Iorque. É investidora, palestrante, consultora, colunista, escritora e personalidade da televisão americana.

Em busca de novos empreendedores, Bárbara participa de um programa de tv que eu adoro, chamado Shark Tank, onde  “tubarões sedentos por negócios” devoram ideias empreendedoras e investem alto em produtos novos.

Programa Shark Tank
Programa Shark Tank.

(Fonte: stocksonwallstreet.net. / Autor: Craig Sjodin)

Bárbara é um dos tubarões – meu tubarão favorito, diga-se de passagem. Acompanho seu trabalho desde que li “Se você não tem bunda, use laços no cabelo”, seu primeiro livro, uma coletânea de 24 lições de sua mãe, lançado no Brasil em 2004.

LivroBarbaraEdição brasileira.

Em seu último livro (2011), Bárbara narra os bastidores de Shark Tank e como identifica os talentos que merecem seu investimento e tutoria. Como fazer para identificar características brilhantes que  muitas vezes são invisíveis? Bárbara é ousada, franca e assustadoramente otimista.

Shark tales, seu mais recente livro.
Shark Tales.

Quero ter certeza de que as pessoas podem se machucar, cair e dar a volta por cima. Quero a mesma qualidade que sempre busquei em meus vendedores: quero pessoas que possam atravessar uma parede de concreto sem sentir pena de si mesmos.

Como reflexão, deixo os seguintes questionamentos:

a) A prática da vida cotidiana pode superar conceitos clássicos e teorias tradicionais?

b) Quais características buscamos nos profissionais? É correto ir além dos perfis curriculares, avaliando traços de personalidade?


Referências bibliográficas:

http://www.success.com/article/the-art-of-being-barbara

http://www.barbaracorcoran.com/

Imagem principal: famous-entrepreneurs.com/images/barbara-corcoran.jpg

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