Diagrama de causa e efeito (Diagrama de Ishikawa)

Uma das sete ferramentas da qualidade propostas pelo professor Kaoru Ishikawa, o diagrama de Ishikawa (ou causa e efeito, ou espinha de peixe) investiga as possíveis relações entre as causas e o efeito de um problema.
A ferramenta é utilizada quando se deseja identificar quais as causas levaram ao efeito identificado. Esta não é uma ferramenta para resolver problemas mas para buscar as possíveis causas. Ishikawa a desenvolveu para que as pessoas pudessem pensar sobre causas e razões possíveis que fazem com que um problema ocorra.

Para sua construção, primeiro é necessário definir com bastante clareza qual é o efeito, partindo sempre do princípio de que cada um único efeito pode possuir várias causas. Sendo assim, somente um efeito por diagrama deve ser considerado. Se você possui vários problemas, faça vários diagramas.

britney
Tenho tantos problemas. Nem sei por qual deles começar…

É inútil achar que por meio da ferramenta será possível abordar inúmeros problemas de uma só vez. Priorize o tratamento de seus problemas mais impactantes.

Mecanismo de aplicação do diagrama:

1 – Identificar e definir o efeito que será analisado. Qual o seu problema? Ex: produto apresenta bolhas em sua superfície, embalagem rasga durante o armazenamento, recebimento de materiais atrasa a produção, alto índice de devolução de produtos, etc.

efeito2 – Identificar quem são os envolvidos com o efeito, para que possam participar da aplicação do diagrama. É fundamental que que a equipe conte com profissionais de diferentes especialidades, mas que estejam de alguma forma envolvidos com o problema, pois esta é uma ferramenta cujo trabalho se desenvolve por meio da técnica de brainstorming.

Ex: equipe de produção e manuseio, equipe de vendas e promoção, equipe de logística, etc.

3 – O diagrama deve ser desenhado conforme figura abaixo. Note a semelhança com uma espinha de peixe: o efeito é a cabeça, e as causas são as escamas.

Diagrama

Todos os convidados para a aplicação do diagrama devem encontrar o desenho com as indicações das causas divididas em seis grupos.

Essa subdivisão das causas em seis componentes é conhecida como 6M. Os componentes são:
Mão de obra (pessoas) ou Man;
Métodos ou Methods;
Materiais ou Materials;
Máquinas (equipamentos) ou Machines;
Medições, Medidas ou Measurements;
Meio ambiente (ambiente do negócio), Meio ou Market.

Esses componentes podem variar conforme efeito ou situação. O 6M funciona muito bem para problemas relacionados à produção industrial, contudo, caso seja necessário, é recomendado criar categorias próprias.

A questão é a classificação, para que as possíveis causas fiquem ordenadas e agrupadas. Desta forma é possível uma melhor visualização, e, consequentemente, uma melhor compreensão da relação entre causas x efeito.

espinha4 – A aplicação consiste na participação dos convidados indicando quais as possíveis causas que levaram ao efeito. Assim como no Brainstorming, o mediador vai anotando todas as causas à medida que elas vão sendo citadas, e, caso apareçam muitas causas ligadas a um mesmo componente, o mediador pode abrir ramificações da espinha (do componente, no caso).

Importante: É muito comum (muito mesmo) que as pessoas comecem a sugerir soluções ao invés de possíveis causas. É natural essa ânsia por sair resolvendo sem saber exatamente o quê. Mas lembre-se: trata-se de um método japonês. Logo, disciplina é fundamental. Neste momento, apenas causas devem ser apontadas.

Tenha sempre em mente o seguinte:

  • Existe um mediador;
  • Todos devem falar;
  • Não há hierarquia;
  • Foco nas causas.

As figuras abaixo representam diagramas já preenchidos com as sugestões. No primeiro, é importante notar que o grupo “meio ambiente” foi suprimido, pois, assim como podem surgir ramificações, também podem ser suprimidos grupos desnecessários e não pertinentes ao problema.  Já no segundo, havia necessidade de apenas 4 categorias.

Estes nomes também são representativos. O mediador pode colocar por exemplo “Equipamentos” em vez de “Máquinas”.

espinha2diagrama2

5 – Contabilize as causas (se forem muitas, selecione as principais) e comece sua análise. Elabore um plano de ação para tratar as causas citadas. Em sua análise, você deve considerar demais áreas impactadas e inclusive o tempo de tratamento e a gravidade de cada causa apontada. Perguntas como “o que?” e “por que?” ajudam a identificar a raiz de algumas causas.

planoaçãoPerceba a necessidade de se conhecer a raiz do problema. Pode ser que uma causa tenha sua origem em outra, em outro departamento.

planoação1

Causa Raiz: A causa que, se eliminada, previne a reincidência do problema ou de problemas similares. Podem ser identificadas uma série de causas que podem estar interligadas entre si por meio de uma causa raiz. Esta série, esta “árvore de causas” deve ser insistentemente analisada até que a causa fundamental (raiz) seja identificada e corrigida.

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